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Bicicleta

Toda vez que vejo um adulto em uma bicicleta, eu já não me desespero quanto ao futuro da raça humana
Toda vez que vejo um adulto em uma bicicleta, eu já não me desespero quanto ao futuro da raça humana

Toda vez que vejo um adulto em uma bicicleta, eu já não me desespero quanto ao futuro da raça humana

Segundo o Dr Proböse, presidente do Centro de Saúde da Universidade Alemã do Esporte, “Pessoas que andam de bicicleta regularmente economizam em visitas ao médico”.

A frase que intitula esta matéria é de Herbert George Wells, escritor, professor, jornalista e historiador dos anos 40. A bicicleta como conhecemos hoje começou a tomar forma nos esboços do visionário Leonardo da Vinci. Em 1816, o alemão Karl Drais Von Sauerbronn criou um 'cavalo' de madeira com guidão e duas rodas. A draisiana, a primeira magrela propriamente dita, era um modelo no melhor estilo Flintstones, pois não havia pedais e para andar, só com os pés no chão. Por volta de 1850 surgem os pedais: rígidos e acoplados diretamente à roda dianteira. Aumentando a roda dianteira para deixar a pedalada mais leve, o francês Pierre Lallement criou o velocípedes, na década de 1860. Outro frânces, Pierre Michaux, montou a primeira fábrica que, em 1867, lançou as rodas com aro de aço, os freios e a tração traseira por corrente. Em minha opinião, os modelos mais bizarros surgiram na década de 1870 com as rodas gigantes na frente e minúsculas atrás. Imagine você, meu amigo, tentando empinar esse trambolho. Sem poder empinar eu nem considero como bicicleta. O pneu agradeça ao escocês John Boyd Dunlop, que na década de 1880 criou uma câmara de ar para as rodas da bicicleta do filho. Nesse mesmo período, as bikes com corrente expandiram sua participação de mercado. O quadro trapezional, usado até hoje, surgiu com a evolução do design na década de 1890. Em 1895, surgem os primeiros modelos de alumínio, três vezes mais leves que os de aço. A popularização da bicicleta como meio de transporte se deve a produção de itens como as marchas e cubos com roda livre, na década de 1900, que permitem a continuidade do movimento quando o ciclista para de pedalar. Entre 1910 a 1940 a evolução da magrela girou em torno da dinâmica. No fim dos anos 20, a Schwinn – um fabricante muito popular nos Estados Unidos – aproximou o design ao das motos. Na Europa, o ciclismo esportivo ganhava cada vez mais terreno. Na década de 1950, o americano James Finley Scott modificou um modelo urbano para conseguir andar em trilhas. E assim nasceu a mountain bike. A partir de 1960 a diversidade de modelos, com opções bem acessíveis, levou a bicicleta para a casa de milhões de pessoas em todo o mundo. Também apareceram as bicicletas infantis, as de estrada, e o sistema de marchas evoluiu consideravelmente. Sonho de consumo de qualquer criança, a BMX surgiu na década de 1970 e na de 1980, a moutain bike chegou ao topo das vendas mundiais, tornando-se febre no Brasil. O foco dos fabricantes foi aprimorar o design e diminuir o peso. Os quadros em fibra de carbono e os freios a disco, inventados na década de 1990, aumentaram muito o desempenho das pedaladas. Outra grande inovação, o câmbio eletrônico sem cabos ganhou força após o ano 2000. Na atual década de 2010, as bicicletas elétricas e as dobráveis deixaram de serem produtos de elite e estão ganhando as ruas e parques brasileiros.

Benefícios à saúde

O ciclismo é uma das atividades físicas mais completas porque além de movimentar o corpo todo, reduz o estresse, evita o infarto e aumenta a resistência do sistema imunológico. Mantenha a regularidade: pedalando ao menos meia hora todos os dias você fortalece o coração (reduz em 50% o risco de infarto) e melhora o sistema circulatório, além de exercitar a parte superior do corpo (peito, costas, ombros) e a inferior (coxas, glúteos, panturrilhas). Eu moro em São Paulo e sei que é complicado, mas ir para o trabalho de bicicleta traz ainda mais benefícios à saúde do que para os atletas de fim de semana. Nunca é tarde para pedalar, pois até idosos que começam a praticar exercícios regularmente obtém resultados palpáveis. Com os movimentos no pedal o ritmo cardíaco aumenta e a pressão arterial diminui, ou seja, o coração economiza energia. Nesse ritmo você reduz seu colesterol “ruim” (LDL) – menos chances de calcificação dos vasos sanguíneos – e aumenta o colesterol “bom” (HDL). Quanto mais movimentar as pernas você contribui para que seus vasos sanguíneos se mantenham flexíveis e saudáveis. Uma alternativa aos 30 a 45 minutos diários, que é um exercício aeróbico moderado, é o treinamento por intervalos. A eficiência da pedalada está ligada a um trabalho de intervalos com mudanças frequentes de ritmos, que encurta o tempo até aparecerem os resultados. De acordo com sua condição física, com o tempo você irá modulando a intensidade e a frequência dos intervalos. Cardiologistas recomendam fazer um aquecimento a um ritmo suave, compasso de pedal alto, até atingir o seu ritmo de rodagem, e depois intercalar, a cada 15 minutos, aumentos de intensidade de 3 a 4 minutos de duração. Assim você vai agitar consideravelmente a sua respiração: 80 a 85% de suas pulsações máximas. Pedalar também fortalece as costas desde que você tenha uma postura correta no selim, com o tronco levemente inclinado para frente. As costas têm uma função de “mola” e a falta de atividade física faz com que a musculatura vá se atrofiando. Os movimentos regulares nas pernas fortalecem a lombar e previnem hérnias de disco porque mantém as costas protegidas de vibrações e golpes. As pedaladas também fazem bem para as vértebras dorsais, pois elas constantemente se comprimem e se estendem. Quando se trabalha as costas é fundamental reforçar a musculatura abdominal. Pedalar é bom, mas sem exageros porque nem as cartilagens suportam cargas elevadas. Você costuma correr? Considere a bicicleta como a melhor alternativa para evitar impactos nos joelhos – as cartilagens e articulações não suportam cargas elevadas – pois de 70 a 80% do seu corpo gravita sobre o selim. O ideal para proteger os joelhos é não baixar de 70 rpm, contando uma volta toda vez que o pedal de um lado passar pelo mesmo ponto. Assim você otimiza sua performance. Segundo o Dr Proböse, presidente do Centro de Saúde da Universidade Alemã do Esporte, “Pessoas que andam de bicicleta regularmente economizam em visitas ao médico”. Você nem imagina, mas a pedalada extermina bactérias e células cancerígenas. Isso porque há uma potencialização do sistema imunológico graças ao amento de apetite dos fagócitos, uma espécie de célula que “come” bactérias, organismos estranhos, células mortas e células doentes. Justamente por este fato os médicos recomendam que os pacientes com câncer e AIDS andem de bicicleta. A bike também ajuda no psicológico. Com o aumento de oxigenação, o cérebro faz o pensamento fluir mais. Libera hormônios que dão a sensação de bem-estar, principalmente a serotonina, o “hormônio da felicidade. Pedalar é um dos melhores antidepressivos naturais que existem. Segundo o Dr. Froböse, seu organismo sente os benefícios de pedalar logo nos primeiros 20 minutos. Ele também alerta para a regularidade, de 45 a 60 minutos ao menos 3 dias por semana, porém, quanto mais você pratica, mais qualidade de vida você tem.

Dicas para pedalar no trânsito

Dica número 1: siga as regras. Sinalize com o braço quando for virar e não ande na contramão. Ao contrário do que muitos imaginam andar na contramão é um grande risco, entre outros motivos, porque no caso de uma colisão é a sua velocidade somada à do carro que fará seu corpo se chocar violentamente contra o para-brisa. Use sempre capacete. Ele não te protege dos carros e não diminui a chance de traumatismo craniano, mas protege muito bem quando você cai sozinho ou pelo impacto com algum obstáculo. As luvas ajudam por dois motivos. Evitam irritações na pele e esfolar a palma ao cair, pois é natural do ser humano tentar parar a queda com as mãos viradas para o chão. Cuidado com os carros estacionados. Quando vão abrir as portas os motoristas olham no retrovisor procurando algo grande, como outros carros, e acabam não vendo sua bicicleta. Ou então, dependendo do ângulo de visão do motorista, você fica em um ponto cego. Leve em conta também que tem muita gente distraída por aí... O ideal é que você pedale mantendo pelo menos um metro dos carros parados. Em raras exceções, por exemplo, em ruas de mão única, ficar na faixa da direita é melhor por ser a área destinada aos veículos em menor velocidade. Não fique muito no canto e não cole no meio fio: mesmo não havendo espaço, muitos motoristas tentam passar na mesma faixa em que você está. O Código Nacional de Trânsito obriga os motoristas a passarem a 1,5m do ciclista, mas os imprudentes ignoram a lei. Sinalizar com as mãos é fundamental para que os motoristas prestem atenção na sua trajetória. Quando for virar à esquerda sinalize com a mão esquerda em 90º, e com a mão direita quando for virar à direita. Em locais onde muitos carros viram à direita, sinalize com a mão em 45 º, pedindo para o motorista esperar. Outras medidas de precaução são instalar retrovisores, não pedalar com fone de ouvido, não furar o sinal, evitar corredores de ônibus, se antecipar ao que os carros podem fazer, e não fazer ziguezague. Seja prudente e mantenha-se inteiro.