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casa Boituva

Saltei de paraquedas em Boituva e foi incrível
Saltei de paraquedas em Boituva e foi incrível

Saltei de paraquedas em Boituva e foi incrível

Veja como foi meu salto de paraquedas em Boituva - Sp. Náo custa caro, o preço é acessível e a diversão é garantida.

Em um dos sábados da minha vida tive a coragem ou a insanidade, para muitos, de aceitar um convite. Talvez o mais louco de todos os que eu ja recebi, o de saltar de paraquedas.

A decisão

[caption id="attachment_4314" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] Preciso confessa que sou uma pessoa com problemas no quesito altura, do tipo que estar numa roda gigante já pode ser um problema, mas como é importante assumir que temos medo, mas o que nos diferencia é a maneira de lidar com ele e superá-los nos faz pessoas melhores e mais confiantes, ok, aceitei esse convite mais maluco que pedido de casamento. Foram mais de duas semanas de espera, e quando chegou enfim a data, arranjei uma desculpa e consegui não ir, mas isso só seria possível apenas uma vez e o meu noivo, o anfitrião, no caso, logo se ligou da minha desculpa e foi certeiro: "Amor, você não está adiando de propósito não né?!" e, claro, pra não perder a melhor oportunidade da minha vida, a de me casar com o cara mais fantástico de todos, rapidamente respondi que "NÃO.... imagina, não faria isso, realmente temos compromisso!" (rs) e pensei (ferrou, ele já sabe da minha fuga). Mas logo vieram outras desculpas do tipo... estou durona, não vou conseguir comprar nenhum sorvete lá, mas vamos falar a verdade, quem é que pensa em sorvete numa hora como essa? Na verdade você só pensa que vai morres e pronto! (rs) E então o magnífico sábado em que eu tive a certeza de que eu era uma pessoa anormal chegou, afinal... que é que se joga de um avião e continua sendo normal? Ninguém, e saber disso e seguir com o plano... só os mais loucos mesmo. Sem discussão. Na sexta-feira antecedente ao assassinato do meu completo juízo tive mais uma chance para desistir, mas como eu havia convidado meus tios e falado para várias amiga que ia, não dava pra amarelar, certamente passaria vergonha, ai não dá né! Por fim, tive mais uma oportunidade de tirar vantagem da situação e desistir. Como moramos em Caieiras, íamos de carona com meu tio que sabe dirigir bem em estradas, mas por conta de questões de saúde, ele preferiu ficar pela cidade. Ai então, meu noivo disse que a estrada seria muito cansativa e que depois, talvez dia 26 de novembro, o próximo sábado fosse melhor porque teríamos uma graninha extra para qualquer eventualidade. Mas ai eu já estava levando isso para o lado pessoal, como assim? O universo começando a me dar muita chance, ´pra perder e nãi conseguir nunca mais. Pensei: "o quê? vou perder uma oportunidade como essa? uma experiência tão louca assim? Minha mãe já foi, não deve ser tão complicado assim..." e foi assim despertando e crescendo dentro de mim uma força e uma coragem que só existia da boca pra fora... (do tipo, eu vou, claro. #SQN)

Waze é amor

[caption id="attachment_4307" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] Por fim, decidimos ir. Pegamos o carro, abastecemos e fizemos um 'check-up'. Sábado dia 19 de novembro por vola das 10 h da manhã subimos no carro e 'pernas pra que te quero', demos uma passadinha na casa dos pais dele e minha sogra perguntou onde íamos, ele responde e ela focou super preocupada, tadinha, mas não botou muita fé não até me perguntar e eu afirmar, ai ela se preocupou de verdade. Tanto que ouviu pelo rádio o caso dos paraquedistas que saltaram no Terraço Itália, no centro de SP. Eles são instrutores no Queda Livre, escola de paraquedismo em Boituva. O caminho foi longo, mesmo com Waze, foi bem difícil acreditar para onde eu estava indo e pior... fazer o que! Chegamos lá depois de um trânsito tranquilo e 3 pedágios, com sobra de 1/4 do tanque. Fiquei super feliz, foram mais de 100 km de viagem e consegui não queimar combustível mesmo extremamente tensa. Passado isso, o estacionamento praticamente vazio e por R$ 20,00 o dia. Ok, vantagem e quem não gosta!

Centro Nacional de Paraquedismo

[caption id="attachment_4308" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] Fizemos o "check in" no CNP (Centro Nacional de Paraquedismo) em Boituva, o espaço é grande e parece que tem uma pequena parte para barracas de "Camping", até vimos umas por lá bem fixadas por conta do vento forte, mas não fui a fundo por conta de estar entusiasmada com os aviões, até cheguei a esquecer as barracas. Tem uma pista gigantesca de terra, e nem poderia ser diferente, e os paraquedistas após o salto, aterrissam no meio do gramado que fica numa parte da pista. É um lugar realmente muito bonito, plano, tem muita vegetação em torno e dentro do Centro são muitas árvores que dão até gosto, parece muito com uma praça de parque. Lá, são vários "boxes" que oferecem saltos, fotos e videos. Nós encontramos a Escola de Paraquedismo Salto Livre por acompanhar uma rádio que os divulgava, na sequência partimos ao 'DR. GOOGLE' e escolhemos a escola que tem preços acessíveis sem foto ou filmagem. Eu nem pensei duas vezes, não vou me mostrar pra ninguém mesmo, e daí que estou dura... vai sem foto mesmo! (confesso que ainda me arrependo de ter ido comer sem me filmar na televisãozinha que passa a gravação do salto pra poder tirar uma fotinho só pra provar 'pazamiga'... (rs) Seguindo para o salto, entramos na cabine da escola, assinamos o termo de responsabilidade e seguimos para a fila de espera, vimos subir e descer gente naquela pista o tempo todo, que local movimentado, nossa... e quanto menor era o tempo de fila, mais intenso ele ia ficando. Foi uma família toda antes de nós e, em seguida, fomos para o empréstimo dos macacões da escola. vesti uma peça em que parecia ter cortado os meus braços de tão grande que eram, nossa! Mas isso não é um problema, foi bem tranquilo. Depois fomos colocar os Cintos de segurança, ai ficou pesado e apertadinho. Aguardamos um pouco para ir ao espaço de embarque e BUM! Lá estávamos nós, de cara com os aviões do lado de dentro da pista. O avião terminaria de abastecer e subiria comigo para a maior queda da história da minha vida. E meu noivo rindo da minha expectativa o tempo todo, ele disse que não ficou desconfortável com as roupas que também vestiu para saltarmos.

O medo inicial

[caption id="attachment_4309" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] Seguimos rumo à escada do avião, e eu estava bem tranquila, consegui projetar tudo na minha cabeça. O caminho, a subida de avião e até parte da queda, respirei fundo e 'vamo que vamo'! Sentar no chão do avião e saber que eu seria a segunda a saltar me deixou um tanto desconfortável, sério. Mas procurei não pensar muito, foquei no seguinte: uma das coisas que gosto é de lutas, curto muito, entre outras, o JiuJitsu e no rola (momento de combate) são normalmente 4 minutos de treino, sendo assim o que seriam 45 segundos de quede livre? é menos tempo que o mestre me apagando no tatame, olha que é difícil mas com fé e concentração suportável, logo... sofrer com as emoções ali seria falta de auto-controle, então procurei me manter concentrada o tempo todo sem deixar a adrenalina me consumir (foi bem difícil, mas consegui, tudo bem que segurei numa cordinha que não mudaria nada em caso de necessidade e também fiz várias caras de pânico segundo meu noivo, o instrutor dele e o meu instrutor também).

A graça é olhar para baixo

[caption id="attachment_4310" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] Para aliviar a tensão de olhar para baixo, que como disse, tenho problemas com altura, comecei a conversar com o meu instrutor, Thiago Negão, disse que largou tudo pra saltar de paraquedas e viver esse dia-a-dia tão intenso. Ele falou que salta há 15 anos e que havia saltado alguns dias antes no Terraço Itália. Dai que eu me toquei, ele era um dos malucos que saíram na rádio, no G1 e tal... poxa que legal, mas logo senti um vento no pé e voltei com os pés nas alturas.

10 mil pés

[caption id="attachment_4311" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] O avião chegava a 10 mil pés e saber que eu cairia para chegar no chão não aliviava minhas preocupações, mas ainda brinquei que no caso de pane, preferia cair do lado de fora do avião do que dentro dele. O Thiago Negão riu e concordou sem pestanejar. Quando tocou a sirene para nos prendermos e contarmos até 5 e XAU... Nossa, que emoção incontrolável, o instrutor que foi primeiro Arthur Zanella, o parceiro do Negão no pulo em SP, abriu um pouco a porta (parecida com porta de loja, aquelas de aço) o que me deixou paralisada sentindo aquele vento todo direto nos pés, foi a primeira sensação de pânico que tive durante a experiência, que altura que nada... o problema era o vento! (rs) QUASE CHOREI. Queria desistir, mas amarelar ali ia ser uma sensação pior do que subir 15 minutos pensando que você vai morrer de um jeito ou de outro, e que ao pousar eu poderia quebrar o pé e não ir no Jiu, na academia, na dança, nem andar de moto...

E lá vamos nós...

[caption id="attachment_4312" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] Não esquece, o instrutor lembrou: "cabeça no ombro, barriga pra frente e pé na b!" Nossa, pirei! DESESPERO!!! Mas segurei os pensamentos porque o Negão já tinha me chamado pra ir até a porta do avião, presos e na porta do avião com o mundo literalmente aos meus pés, não deu pra ficar com os olhos abertos não. Segurei tão forte no cinto que o prendia como mochila em mim que me dei conta quando estava de barriga para a terra de novo. Antes dele me jogar do avião, ele me orientou que quando ele tocasse minha mão eu deveria abrir os braços em forma de cruz e eu quase não consegui. Ainda no avião, insatisfeita com a sensação de quase morrer... (já logo queira ir pro inferno mesmo não é possível, sei lá o que passou pela minha cabeça), pedi para ele manobras.. huhuuuu... Já que é pra morrer que seja feliz e energia descarregada então. A minha segunda sensação de pânico, foi quando eu olhei meus pés na pontinha da porta do avião com a certeza de que eles iriam para fora... o Negão me perguntou se eu notei que nós saímos do avião de costas dando dois giros... hahaha "vi nada não, só gritei mesmo!". Fui me dar conta que estávamos girando feito estrela de barriga pra baixo quando abri os olhos. É embaçado meu! Gritei até pra ele que o odiava... (rs) Tadinho, cada gente louca que ele deve encontrar. Quando ele bateu nas minhas mãos para que eu abrisse os braços eu logo pensei... ele é louco, já abri os olhos, vô abri mais nada aqui não. Mas ele insistiu e eu abri os braços ainda em queda livre, cara que sensação divina (meu mundo dividido entre céu e inferno em questão de segundos)... estiquei até o dedão do pé, que delicia. Quase no fim ele abriu o famoso paraquedas, (espero que tenha sido o primeiro, já pensou? Eu não quero nem pensar, jamais saberei a verdade sobre isso. Justificando para os que não sabem, são dois paraquedas, no caso do primeiro falhar o segundo abre - é bem seguro). Agora, a terceira e última sensação de pânico foi quando ele, o instrutor, decidiu me agradar mesmo e fazer as manobras que eu havia pedido no avião, ele fez um circulo com o paraquedas, como se estivéssemos sem a proteção no ar e senti todo o frio na barriga de novo... uma manobra que parecia com o famoso chapéu mexicano dos parquinhos de diversão, aquele giratório em que as cadeirinhas sofrem com a gravidade colocando os pés para fora, sabe? Parece que o ar não fazia resistência ao equipamento, foi realmente uma das melhores experiências da minha vida. O passeio de paraquedas é bem tranquilo e seguro, dá pra ver muita coisa mesmo lá de cima e quase dar um beijo em Deus, que vista linda... Deu pra ver as plantações, muito verde e um pedação de terra realmente encantador. Foi algo que mudou a minha vida e a maneira de perceber certas coisas. Dizem que para ser feliz na vida temos que fazer três coisa, Escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Eu acrescentaria saltar de paraquedas, não tem como reproduzir esta sensação... É demais! Não sei se vou novamente porque também dizem que o segundo salto é pior que o primeiro... hahahah Mas se eu for, vocês ficarão sabendo, acrescento o link aqui na matéria.

Foi ótimo

[caption id="attachment_4313" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com [/caption] Treinamos o pouso ainda nos céus de Boituva, eu tinha que levantar as pernas como se fosse sentar de pernas esticadas, somente as pernas do instrutor deveriam permanecer esticadas para evitar contusões, e assim o fizemos. Força no abdome e segura a roupa bem na altura da panturrilha, estica as pernas pra ficar leve e paramos em pé, foi bem legal. O Thiago é bem experiente e super pra frente. Indico saltos com ele, adorei o meu. Foram 20 minutos de confiança, medo, quebra de limites e apoio, o salto realmente mudou minha maneira de ver as coisas e, acho que vou de novo sim, não vou encontrar uma sensação tão louca assim de outra forma. É libertador!

Cheguei no chão e quero mais

[caption id="attachment_4306" align="aligncenter" width="800"] Murdoque.com[/caption] Assim que estávamos em terra firme, em pé, precisei sentar... (rs) Em seguida, senti muitas dores nos ouvidos e desentupi-los foi a tarefa mais difícil de todas, afinal, lidar com dor é algo bem desconfortável, mas passou e vale a experiência. Viajamos numa média de 200 km/h numa altura próxima a 12 mil pés com 15 minutos de subida numa aeronave Kodiak 100 com algo aproximado a 50 segundos de queda livre. Só não pilotei meu paraquedas. Tenho que voltar lá, arranjei um motivo!