Entenda a treta na Faixa de Gaza

Entenda a treta na Faixa de Gaza
Israel Defense Forces
 

A Faixa de Gaza fica na Palestina, entre o Egito e Israel. Uma área de 365 km², com cerca de 1,7 milhões de habitantes e está constantemente em guerra de território para saber se quem fica com Gaza são os Israelenses ou Palestinos, e agora, em 2014 se encontra na pior situação já vista.

Os Israelenses dizendo “Nos dêem Gaza!” e os Palestinos “Não, Gaza é nossa”. E ficam basicamente nisso, por muito tempo. E acaba que os dois lados querem paz, mas continuam fazendo guerra, engraçado não? Não, muitas pessoas inocentes morrem no meio dessa briga aí.

Um pouco sobre os grupos envolvidos:

FATAH

O nome vem da expressão árabe “Harakat AL-Tahrir AL-Filistiniya” (Não me pergunte como se pronuncia isso), que significa conquista. Foi criado em 1950 por Yasser Arafat, e tem o propósito expresso de recuperar totalmente as terras Palestinas. Considerado o mais diplomático dos grupos, predominante muçulmano e sunita, tem sua base em Cisjordânia.

HAMMAS

Vem da frase árabe “Harakat al-Muqawama AL-Islamiya”, que significa Movimento de Resistência Islâmica. Fundado em 1987, é contrario à existência de Israel e busca sua destruição. Tem um papel político, mas também é conhecido como grupo terrorista pelo Ocidente. Predominante muçulmano e sunita, tem sua base em Gaza.

HEZBOLLAH

Que significa Partido de Deus criado em 1980, no Líbano e buscava resistir a ocupação israelense no sul do país. Com seu objetivo alcançado, busca a criação de um Estado Islâmico xiita. Também conhecido como grupo terrorista no Ocidente, ainda tem sua base no Líbano.

JIHAD ISL MICA DA PALESTINA

Jihad significa esforço. Fundado em 1970, é o braço armado do Hezbollah e prega, além da constituição de um Estado Islâmico na Palestina, a destruição de Israel. Também reconhecido como grupo terrorista no Ocidente, tem sua base na Síria.

Já com os grupos brevemente explicados, vem agora o começo disso tudo.

A primeira revolta aconteceu no mesmo ano em que o grupo Hammas foi criado, uma rebelião palestina contra Israel. Sete anos depois, em 1994, Israel tirou as tropas do lugar. No mesmo ano, Yasser Arafat – o líder – criou a Autoridade Nacional Palestina, que ficou no comando da Faixa de Gaza. Logo depois vieram os ataques terroristas contra os judeus a mando do grupo Hammas e da Jihad Islâmica Palestina. E como retaliação, Israel restringiu a saída de palestinos que trabalhavam no país vizinho.

A segunda revolta aconteceu no ano de 2000, mais precisamente em setembro. Uma nova revolta civil de palestinos contra a polícia administrativa e a ocupação israelense na região Palestina. Daí o Hammas ataca Israel de novo, fazendo assim com que eles correspondam com bombardeios.

Isso se estendeu até 2006 deixando para trás quase 5 mil mortos, 3.858 palestinos e 1.022 israelenses. Fora as 3.700 casas palestinas demolidas pelo exército israelense de 2000 a 2004. E nessa bagunça toda, o líder do Hammas, Ahmed Yassin, morreu em 2004.

A trégua em 2008 durou apenas seis meses, mas aí os bonitos de Israel não fizeram a sua parte do acordo e fodeu tudo. A partir daí os ataques vão acontecendo, eis que chegamos a 2014.

Toda essa “bagunça” piorou quando três jovens Eyal Yifrach, Gilad Shaar e Naftali Fraenkel foram seqüestrados e mortos pelos Palestinos, então os Israelenses disseram que é culpa do Hammas e que o mesmo iria pagar. Em resposta Mohammed Khadeir foi queimado vivo até morrer, e isso aumentou a tensão. Seguiram-se então protestos entre jovens palestinos e forças israelenses. E enquanto os protestos acontecem, o exército Israelense faz ataques aéreos sobre a Faixa de Gaza, numa tentativa de acabar com o grupo Hammas que disparou centenas de foguetes caseiros sobre Israel. Isso gera um troca-troca de violência desgraçado.

Por fim, como disse acima, inocentes sofrem com esses ataques. Famílias desabrigadas, parentes mortos, e principalmente crianças. Com os hospitais cheios e feridos ou corpos chegando a cada momento fica quase impossível satisfazer a todos. Enquanto uns se recuperam, alguns sangram e outros morrem. Sempre com a fé, dizem que Alá esta com eles, e Alá irá ajudar. Mas enquanto Alá não ajuda, não há lugar seguro. Quando a noite chega os ataques pioram. Alguns ataques vêm com breves avisos, outros vêm sem mais nem menos. Na luz do dia, blindados, tanques, mortes e mais mortes.

Corpos debaixo de escombros, restos de corpos, crianças, sangue, bombas. Uma situação horrível, onde ambas as partes almejam paz, mas paz com guerra não é paz.

Como diz a musica Minha alma – O Rappa:“Paz sem voz não é paz, é medo”. Talvez uma boa e longa conversa, resolvesse tudo, não?

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